quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A Alegria na Tristeza, de Martha Medeiros

(…) O poema Alegria na Tristeza, de Mario Benedetti, diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la. (…) Qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora. Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento. Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida. Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

Fonte: Rádio Itatiaia - José Lino - Rádio Vivo

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Critério, é critério

Chegaram 700 currículos à mesa do diretor de uma grande multinacional.
Ele diz à secretária:
Pegue os 30 que estão no topo da pilha e chame-os para serem entrevistados.
Jogue os restantes na máquina fragmentadora.
O senhor está louco? São 670 pessoas! Talvez os melhores estejam lá!
Ele responde:
Eu não preciso de gente sem sorte ao meu lado.

Fonte: Rádio Vivo - José Lino - Rádio Itatiaia

sábado, 27 de agosto de 2011

Terrores venenosos: os intrometidos, de Lillian Glass

O intrometido é uma mistura de fofoqueiro com instigador, só que mais venenoso. Ele se mete na sua vida e a manipula até torná-la insuportável. O tipo não se limita a falar da vida alheia como o fofoqueiro, nem a instigar as pessoas como o instigador. Ele realmente se envolve em sua vida, telefonando ou arranjando encontro com os outros para discutir o que você faz ou deixa de fazer…

O intrometido está sempre tentando arranjar problemas para os outros, sempre tentando arruinar a vida de alguém. Isso acontece porque, uma vez que ele não tem vida própria, ele procura viver por intermédio dos outros, manipulando-os.

Se você prestar atenção, todas as novelas de TV têm pelo menos uma personagem do tipo intrometido. É aquela que tenta seduzir o marido de alguém, ou jogar uma filha contra a própria mãe. O intrometido mete o nariz nos assuntos particulares alheios porque inveja as pessoas que levam vidas ativas, produtivas e excitantes.

RÁDIO VIVO - JOSÉ LINO - RÁDIO ITATIAIA

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Amor feinho, de Adélia Prado

“Eu quero amor feinho. Amor feinho não olha um pro outro. Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais. Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz. Planta beijo de três cores ao redor da casa e saudade roxa e branca, da comum e da dobrada. Amor feinho é bom porque não fica velho. Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é: eu sou homem você é mulher. Amor feinho não tem ilusão, o que ele tem é esperança: eu quero amor feinho.”
Programa Rádio Vivo - José Lino - Rádio Itatiaia

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PESQUISA DA ONU

A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial. A pergunta era:

“- Por favor, diga honestamente, qual sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo.”

O resultado foi desastroso. Foi um total fracasso.

Os europeus não entenderam o que era “escassez”;

Os africanos não sabiam o que eram “alimentos”;

Os argentinos não sabiam o significado de “por favor”;

Os norte-americanos perguntaram o significado de “resto do mundo”;

Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre “opinião”;

E o congresso brasileiro ainda está debatendo o que é “honestamente”.

* Programa Rádio Vivo - José Lino - Rádio Itatiaia